O que pensam os representantes das principais
entidades que participaram da Conae-SP
Assessoria de Imprensa CONAE-SP
05/10/2009
Com informações
das Assessorias de Imprensa da Conae-SP e da Bancada do
PT na Assembleia Legislativa
Fotos: Roberto Navarro (Alesp)
05/10/2009
Coordenador da Conae-SP, José Adinan
Ortolan (vice-presidente da Undime - União dos
dirigentes Municipais de Educaçao): A
Conae é marco histórico para o Brasil. O
governo federal convocou todos os setores para discutir
a formação de um sistema nacional e articulado
para o próximo Plano Nacional de Educação.
Só no Estado de São Paulo, cem mil pessoas
participaram das discussões municipais sobre o
PNE, que contempla todos os níveis, da educação
infantil à pós-graduação.
Vamos aproveitar a Conferência para retomar o Plano
Estadual da Educação (PEE) em São
Paulo.
Representante do MEC, Iara Bernardi: Os temas
debatidos na Conferência são os mais atuais
e necessários para este do momento do País.
Queremos que o ensino seja obrigatório da educação
infantil ao ensino médio, mas ainda enfrentamos
muita desigualdade principalmente no Estado de São
Paulo, que tem 12% de analfabetos. A partir da Conferência,
vamos estabelecer metas para melhorar a formação
de professores, com foco na inclusão, no fim do
analfabetismo e na melhoria do ensino nas áreas
rurais e indígenas."
Presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do
Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maria Izabel
Azevedo: "A sociedade quer mudanças. Precisamos
respeitar a Constituição Federal no que
se refere ao regime de colaboração entre
os entes federados, quebrar a resistência à
concessão de verbas para a Educação
e garantir a continuidade das políticas, mesmo
após a mudança de governo.
Presidente da Associação de Surdos de
São Paulo, Paulo Vieira: Para garantir
a inclusão dos deficientes auditivos temos que
ter escolas que ofereça educação
na língua dos sinais.
Dirigente da Federação Nacional de Educação
e Integração dos Surdos, Neivaldo Jovico:
Precisamos de escolas especiais para preservar a
identidade, garantir a auto-estima dos estudantes e o
emprego dos professores, que são deficientes auditivos.
Dirigente da Apampesp (Associação dos
Professores Aposentados do Magistério Público
do Estado de São Paulo), Hilda Rodrigues: O
Magistério paulista está em luto pelo PLC
29/2009, que é chamado de promoção,
mas pode ser considerado uma punião para os professores.
Dirigente da União Estadual dos Estudantes,
Carlos Santos: O Estado de São Paulo
não tem ações que facilitem a entrada
dos jovens nas universidades públicas. Um dos desafios
da Conferência de Educação é
defender o investimento dos royalties do présal
na Educação.
Presidente da Apase (Sindicato de Supervisores do Magistério
do Estadode São Paulo), Maria Cecília Mello
Sarno: Integramos o Fórum que construiu
o Plano Estadual de Educação, que foi transformado
em projeto de lei, mas não foi votado pela Assembleia.
São Paulo não tem um planejamento para a
educação. O Estado é administrado
pelo mesmo partido há muitos anos e mesmo assim
não dá continuidade às políticas
públicas.
Representante da comunidade indígena, professor
Davi: Temos muitas etnias. Precisamos manter
as tradições culturais, através de
material didático na língua guarani, por
exemplo, mas sem abrir mão do intercâmbio
com outras culturas.
Presidente do Sinp (Conselho de Políticas de
Administração e Remuneração
de Pessoal), professor Carlos Ramiro de Castro: Precisamos
de uma política educacional elaborada pela sociedade,
que seja implementada sem interrupções e
respeitada pelo governo paulista, que nunca priorizou
a Educação. Queremos também unidade
de todo o sistema público de educação
e investimento das riquezas que serão produzidas
com a exploração do pré-sal nos vários
setores sociais.
União dos Vereadores do Estado de São
Paulo, Pollyana Gama: A Educação
transforma sonhos em realidade. Mas, no dia-a-dia, ainda
temos que enfrentar problemas como os baixos salários
dos professores, que às vezes esbarram
em questões como a lei de responsabilidade fiscal
que limita a folha de pagamento do funcionalismo.
Dirigente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas
(UPES), Fábio Garcia: Temos um sistema
de ensino antagônico. São Paulo, por exemplo,
está na contramão da história porque
no Estado ainda existem problemas como salas de aula superlotadas,
com mais de 45 alunos.
Representante do Conselho Municipal dos Direitos da
Pessoa com Deficiência, professora Raquel: Somos
contra o fechamento das escolas especiais.
Representante do Conselho Estadual dos Direitos da
Pessoa com Deficiência, professor José de
Oliveira Justino: Esperamos que os Planos de
Educação e a própria Conferência
contemplem a diversidade.
Dirigente da Afuse (Associação dos Funcionários
e Servidores da Educação), Sidney Xavier:
Temos uma moção de repúdio
ao governo paulista, que não respeita a data-base
do funcionalismo público e não ouve os funcionários
da Educação na hora de adotar medidas para
o setor.
Dirigente da União Nacional dos Estudantes (UNE),
André Vitral: O secretário da
Educação de São Paulo, Paulo Renato
Souza, liderou um desmonte das universidades públicas
quando foi ministro do governo Fernando Henrique Cardoso.
Hoje, no Estado, 93% dos estudantes do ensino superior
pagam para estudar. Falta ensino crítico e valorização
dos docentes. Precisamos de investimento de 10% do PIB
no setor e, futuramente, de 50% de recursos do fundo do
pré-sal.
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