Assembleia Legislativa realiza audiência prévia
à Conae
Assessoria de Imprensa CONAE-SP
01/10/2009
A ex-deputada Iara Bernardi representou
o Ministério da Educação na audiência
prévia à Conae-SP, realizada na quinta-feira
(01/10) pelas Comissões de Educação
e Cultura e Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa.
A etapa paulista da Conferência Nacional de Educação
foi aberta nesta manhã, no Palácio das Convenções
do Anhembi.
A audiência reuniu os organizadores da Conferência,
lideranças de diversos setores da Educação
e inúmeros deputados no Plenário JK. A professora
Maria Auxiliadora representou o secretário da Educação,
Paulo Renato de Souza. Na mesa estavam também a
professora Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da
APEOESP e conselheira do CNE, e o coordenador da Conae-SP,
José Adinan Ortolan, que também é
vice-presidente da Undime de São Paulo (União
dos Dirigentes Municipais de Educação).
Os participantes debateram o documento base do Ministério
da Educação para a I Conferência Nacional
de Educação, cujo tema é Construindo
o Sistema Nacional de Educação - O Plano
Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias
de Ação.
Para o coordenador da etapa paulista da Conae, José
Adinan Ortolan, a realização da Conferência
é um marco histórico para a educação
no Brasil. Estamos trabalhando com cerca de 2 mil
emendas com propostas dos mais diversos setores para construir
no País um sistema integrado de educação,
explicou Adinan Ortolan.
Maria Izabel Azevedo Noronha, da APEOESP e do CNE, destacou
a histórica resistência de concessão
de verbas para o setor e a descontinuidade das políticas
públicas com as mudanças de governos. "A
Constituição de 1988 já previa a
existência de um sistema nacional de educação
que ainda não foi implentado", disse Maria
Izabel, que estará no colóquio sobre Formação
e Valorização dos Profissionais da Educação,
um dos 12 programados para a Conferência.
É a hora e a vez da educação
no Brasil. A Conferência vai destacar temas fundamentais
do setor, como orçamento e financiamento para o
setor, comemorou o deputado Simão Pedro,
vice-presidente da Comissão de Ciência e
Tecnologia da Assembleia.
Já o deputado Roberto Felício destacou a
falta de envolvimento do governo paulista com o setor.
O Plano Nacional de Educação está
comemorando 10 anos e, em São Paulo apesar da participação
dos movimentos de educação, ainda não
foi aprovado o Plano Estadual. A Secretaria ainda responsabiliza
o governo federal, as novas tecnologias e até os
professores pelo fracasso da educação em
São Paulo", denunciou Felício.
O Plano Estadual de Educação, proposto pela
sociedade civil e transformado em um projeto de lei engavetado
na Assembleia Legislativa, e o PLC 29/2009 que trata do
Sistema de Promoção Para o Magistério
foram reivindicados pela maioria das entidades do setor
presentes à audiência, como Afuse, Apampesp,
Apase e Apeoesp. Dirigentes dos movimentos estudantis
reivindicaram o investimento de recursos da exploração
de petróleo do Pré-Sal na Educação.
A representante do MEC, professora Iara Bernardi, apresentou
um estudo com os eixos do Plano de Desenvolvimento da
Educação, questões relacionadas à
inclusão, como educação especial,
educação indígena e educação
no campo, e o percentual de analfabetismo em São
Paulo. Cada vez que somos comparados internacionalmente
em termos de qualidade da educação, nos
sentimos envergonhados. Vamos mudar o rumo desta história,
disse a professora Iara Bernardi.
A audiência contou ainda com a participação
de representantes de grupos de defesa dos direitos das
pessoas com deficiências auditivas, que defenderam
a manutenção das escolas especiais que garantem
o ensino adequado para os alunos com necessidades especiais
e o trabalho integrado de professores que também
têm deficiências.
Veja
aqui as fotos da audiência
pública prévia à Conae
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